Seriam os shoppings templos do maligno?

      Detesto shopping centers. Tudo é tão falso ali! Mas reconheço que se trata de um excelente laboratório para se observar e estudar esses seres estranhos que somos nós, os humanos, a “humanada”, como diz meu compadre Sérgio, do MÁSCARAS ÓBVIAS, blog aí do lado.

     Quando entro em um desses microcosmos da vaidade e superficialidade humanas, tenho necessidade de sair dali rapidinho. Exceção de quando estou no cinema.

     Que tipo de fobia é essa?

     O sorriso de plástico das pessoas. A necessidade de ver e ser visto. A vontade de ostentação. De parecer bem-sucedido. Lindo. Perfeito. Moderno. Em suma: a nobreza.

     Mas, para aqueles que vêem o “invisível”, que captam o “inescrutável”; para aquelas mentes enfermas que não se enquadram no espírito de manada, tudo é falso, oco, despropositado.

     Estaria eu me tornando um misantropo?

3 thoughts on “Seriam os shoppings templos do maligno?

  1. Adorei o título (risos). Realmente..

    Acho interessante a forma das pessoas se comportarem, não apenas nos shoppings, mas em
    público. Tornam-se superficiais e tem a necessidade de aparecer… Serem vistos como perfeitos (a nobreza, como disse).

    O que me incomoda nisso tudo é o fato das pessoas se preocuparem apenas com o que os outros pensarão delas. Se vestem maravilhosamente, mas vá olhar as cabeças… nuas.

    Estaria eu me tornando um misantropo também?

    PS: Vim parar aqui através do texto sobre o filme Persona, esse filme é incrível, e alias, ótimo texto.

  2. Adorei o título (risos). Realmente..

    Acho interessante a forma das pessoas se comportarem, não apenas nos shoppings, mas em
    público. Tornam-se superficiais e tem a necessidade de aparecer… Serem vistos como perfeitos (a nobreza, como disse).

    O que me incomoda nisso tudo é o fato das pessoas se preocuparem apenas com o que os outros pensarão delas. Se vestem maravilhosamente, mas vá olhar as cabeças… nuas.

    Estaria eu me tornando um misantropo também?

    PS: Vim parar aqui através do texto sobre o filme Persona, esse filme é incrível, e alias, ótimo texto .

  3. Olá, Júlia.

    Que bom que você tenha se sentido estimulada a refletir a partir do que está neste texto ou em outro qualquer deste inconstante e irregular blog.

    Você disse bem: muitas daquelas cabeças ali são nuas, vazias de qualquer coisa que tenha o mínimo valor e que não seja futilidade.

    Fico contente que tenha gostado do texto sobre o filme do Bergman. Um filme realmente incrível e tão rico de significados.

    Tudo de bom. Volte sempre.

    Elienai

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