- · Finjo-me de morto para melhor analisar os mortos-vivos com os quais me deparo.
- · Tenho a capacidade resiliente de assumir todas as formas para melhor perscrutar os seres nas suas (podem ser as suas também, você que me lê) infinitas máscaras que por sua vez também são formas de melhor perscrutar os seres etc etc…
- · E vos digo: o que vejo me enoja (sinta a aliteração, veja só que linda! Repita-a em voz alta para ter o efeito esperado). O que testemunho causa-me (prefiro a ênclise, mais eufônica) engulhos.
- · No entanto, todavia, contudo, porém, mas… mesmo assim, deve-se insistir na busca de uma utopia? A vida pode assumir cores menos carregadas, fardos menos insuportáveis? Aliás, o ser humano é viável?
- · Sempre foi assim. Sempre será.
- · Uns responderam às perguntas acima escrevendo livros, poemas, peças, ensaios, tratados (como este, imortais), construindo pontes, Estados etc e tal.
- · Outros, por sua vez, lançaram mão de assassinatos, vilanias, revoltas, falcatruas, perfídias, calúnias, etc…
- · Foi, é e sempre será uma simples questão de escolha.
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