"And days of auld lang syne, my dear…!"

Tudo bem, 2008, pode vir!
Os momentos de tristeza, contrariedades, desânimo e desalento serão inevitáveis, inescapáveis muitas vezes. Mas que os de alegria, contentamento, descobertas, júbilo, aprendizado, superação e exuberância interior sejam em muito, mas muito maior número!
A todos nós.
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Ao som de The British Choir,  Auld Lang Syne.

Sejamos um pouco Jano, mas sem tanto olhar para trás!

Que fique bem claro: a divisão do tempo é uma mera convenção humana. Tá certo: facilita nossa vida bastante, nos situa melhor numa escala para lá de útil. Mas, sabemos hoje, o tempo é um continuum. E se é uma constante que ruma ao infinito, só há divisões nele por mera criação dos humanos, esse [...]

Um ponto de partida e de referência para pesquisa sobre o universo de Bergman

“Cinema não é um ofício. É uma arte. Não significa, de forma alguma, trabalho em equipe. Há um que está sempre só, seja no set ou ante a página em branco. E, para Bergman, estar só significa levantar questões. Fazer filmes significa respondê-las. Nada poderia ser mais classicamente romântico”.
Jean-Luc Godard, sobre Bergman

Acabei de achar um [...]

Listinha de filmes para (re)ver nestas férias (atualizada)

1.   O SÉTIMO SELO, de (Ingmar Bergman)…. [será a décima vez, suponho eu...]2.   MORANGOS SILVESTRES (idem)3.   A FONTE DA DONZELA (idem)4.   ATRAVÉS DE UM ESPELHO (idem)5.   LUZ DE INVERNO (idem)6.   O SILÊNCIO (idem)7.   PERSONA (idem)8.   GRITOS E SUSSURROS (idem)9.   O GRITO, de Michelangelo Antonioni 10. A AVENTURA (idem)11. A NOITE (idem)12. O ECLIPSE (idem)13. O DESERTO VERMELHO (idem)14. BLOW UP [...]

Um filme que serve como introdução ao universo de Bergman

 
 Noites de Circo
 
 
 NOITES DE CIRCO.

Eis um filme que a gente assiste e reconhece logo de cara: aí tem a assinatura do autor. Em cada plano, em cada detalhe há, escondida, a intenção de um artista que iniciava ali sua fase mais autoral e se tornaria um dos maiores do cinema e cuja morte ocorreu neste ano, no [...]

O Cristo de Pasolini

 

Assisti no feriado de Natal a um filme surpreendente. Bem, em se tratando de PIER PAOLO PASOLINI, a surpresa é sempre uma constante. Trate-se do O EVANGELHO SEGUNDO SÃO MATEUS (Itália, 1964). Para um diretor-escritor-poeta maldito, cujas idéias estavam sempre à frente de seu tempo, homossexual assumido, descrente dos valores atuais, cético, visionário, intelectual [...]

Simão, o reticente…

À Paula R., que contribuiu com o tema
 
Dizem que Simão Boaventura era a pessoa mais reticente deste mundo. E de outros, se existissem. Tudo o que ele fazia seria o exemplo acabado daquilo que chamamos de incompleto, vago, errante, incerto, vacilante, inconstante e hesitante. Supostamente dissimulado e indecifrável, ele agiria sempre pela metade, fosse por [...]

Efeito fim de ano: ninguém segura a memória!

New Order – Bizarre Love Triangle

E o que falar deste hit então? Ano: 1989. Minha alucinação/sonho de ser DJ tomava ares cada vez mais sérios.
Mas este era o som que arrebentava em todas as pistas de dança. Do mundo!!! Bastava o início para todo mundo entrar em estado de êxtase.
Nostalgias…

Direto do túnel do tempo…

Nostalgia de menos é bobagem!

Como eu disse abaixo, esta época do ano nos deixa assim, meio nostálgicos. Mas a minha nostalgia alcança profundidades cada vez mais abissais, digamos. Olhem onde fui parar: 1988, começo daquele ano. Há 20 anos, portanto! O mundo vivia a febre de uma banda inglesa para lá de competente. [...]

A day not to be forgotten! Que o digam as milhares de minhas células da pele que partiram desta para outra…

Diana Krall no Parque Villa-Lobos, domingo, 2 de dezembro de 2007, 33 graus (a sensação térmica era muito mais!) na Terra da Garoa!

Bem, já que esta época do ano é a hora das retrospectivas, permitam-me fazer a minha. Esta foi a primeira edição do Telefônica Open Jazz, que, digamos a verdade, teve sim [...]

Herbie Hancock e Oscar Peterson num “duelo” ao piano, tocando “Billie´s Bounce”

Num encontro de titãs, Peterson e Hancock “duelam” ao piano sobre o tema “Billie´s Bounce”. O grande vencedor: nós mesmos!

Tributo a OSCAR PETERSON

Oscar Peterson, no início dos anos 60, na Holanda, interpretando GOODBYE. O adeus de (a) um gigante da música.

Uma raridade. O famoso Oscar Peterson Trio, com Peterson ao piano, Ray Brown ao baixo e Ed Thigpen à bateria. A sensibilidade e maestria de um artista na mais pura acepção do termo.

Oscar Peterson, virtuose do piano jazzístico, foi convidado para a jam session dos gigantes.

 
Outro artista do jazz foi chamado pelos deuses para tocar na jam session eterna. Cada vez mais os grandes nomes desse estilo musical nos deixam, nos empobrecem um pouco mais. Desta vez, foi o genial e carismático pianista e compositor canadense Oscar Peterson, 82 anos.

Virtuose, mago do improviso, eclético até a alma, a velocidade com que ele tocava os [...]

"Mudaria o Natal ou mudei eu?"

Eis um dos mais famosos sonetos da língua portuguesa com temática natalina. Mas, esperem um momento! Quem é o autor? Ninguém menos que nosso maior escritor e prosador: Joaquim Maria Machado de Assis. Mas, Machado Poeta? Sim. E não. Este soneto se tornou um clássico por vias tortas. Machado, o mestre supremo da ironia na [...]

Destinatário: alguém no Pólo Norte.

 
Querido Papai Noel,
Sei que o senhor deixou de acreditar em nós, adultos. Que seus olhos estão voltados para os pequeninos. Mas há muito eu queria lhe escrever esta carta. Grande Noel, eu gostaria muito que o mundo fosse melhor, que… Ok. Saquei tudo: o senhor não aceita lugares-comuns, frases feitas, não? Certo: sabe, [...]

O paroxismo do patético em nós: O JOGADOR, de Dostoiévski

 
  Li ontem de uma assentada só O JOGADOR, de DOSTOIÉVSKI. Publicada em 1866 e narrada em primeira pessoa por Alexis Ivanovitch, a obra traz muito da experiência do próprio Dostoiévski no mundo da jogatina pesada. O narrador nos apresenta àquela sociedade mundana e cosmopolita em alguma época do século 19: intrigas, interesses, casamentos por [...]

Semana promete…

 Terminando de ler FAUSTO, do Goethe.
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 Tenho para ver a partir de hoje: O DESPREZO, do Godard; VERÃO VIOLENTO, do Zurlini; BELÍSSIMA e A TERRA TREME, ambos do Visconti; VERONIKA VOSS, do Fassbinder e NOITES DE CIRCO, do Bergman.
  Para a semana que vem, há outros. E para a outra também!
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  Quero também rever alguns dvds [...]

Depois da "procela" (metafórica), a "bonança" (literal e metafórica).

Come back to life!
Após um dia “agitado de tranqüilidade”, estou agora no shopping Villa Mares, no centro de São Sebastião. Banho tomado, com aspecto de gente… Uau! Como estava precisando de um descanso: praia, mar, natureza, lindas e deslumbrantes paisagens (no sentido amplo do termo), novos ares, literalmente. Sabem aquele fim de semana em que [...]

Direto da praia de Barequeçaba, em São Sebastião: como pôr do avesso a rotina.

 Estou de novo escrevendo (recuso-me a tascar um blogando) de um ciberquiosque, só que desta vez da praia de Barequeçaba, em São Sebastião.  Neste horário, cedinho, poucas pessoas. O sol já desponta, a areia está fresca e a sensação de paz interior é uma extensão do exterior, ora, pois. No momento, o mar está bem tranqüilo, gente caminhando na [...]

Praia, mar, sol (preguiçoso!), areia, horizonte: filminho conhecido!

 
 Plantão! Direto do litoral…
 Ah, eis-me aqui, caros 3 ou 4 leitores deste blog, o NEFELIBATICES, ex-Idiocosmoblog, que Deus (Deus? ora, adeus!) o tenha…
 Não é que criei coragem e vim curtir esta maravilhosa cidade de São Sebastião? São 5 da tarde e um sol fraquinho está ainda dando o ar da graça. De onde estou, tomando uma água de coco [...]

“Consumo, logo existo”. (Outra “reflekissão” de boteco, quer dizer, de shopping)

 
  Aproveitando a noite agradável, ontem fui gastar meu “dinheiro de rapaz trabalhador”. Quer dizer, por enquanto apenas presentes para familiares. O meu próprio (quanto altruísmo e abnegação de minha parte!)  deixei para a semana que vem. Ali, no turbilhão de um shopping abarrotado, com sacolas mal-equilibradas, no ato de procurar o que mais combina com [...]

É o começo do fim deste governo de araque!

 45 votos a favor X 34 contra. Faltaram 4 votos aos governistas!
 Toma, Senhor Presidente Lula. Engole essa, Mercadante. Olha o que é bom pra tosse, dona Dilma! Petralhas deste imenso Brasil, demorou, mas, enfim, este (des)governo começa a colher da sua histórica incoerência e arrivismo político. O mesmo partido que lá atrás vociverava contra [...]

Sonho (projeto, meta) que se vai… volta?

Ok, não há de ser nada… Mas fechando “com chave de ouro” este ano.
Não deu certo. Infelizmente o curso de Filosofia da Universidade Metodista, pelo sistema de Educação a Distância, no qual eu concorria e consegui passar, não teve, nem terá na segunda edição do vestibular, a procura suficiente e, portanto, este blogueiro vê morrer no nascedouro [...]

A outra vida de Silas Amaro

 
  Silas Amaro naquele dia vivia outra vida: a vida que ele deveria ter vivido se não tivesse tido a vida que de fato teve.
  Enfim, suspenda sua desconfiança, leitor, e demos uma espiada no que se passou.

  Foi como se a vida dele tivesse saído dos trilhos da existência atual e por um certo tempo [...]

Coisas que hei de ver/fazer. E para as quais não há preço!

- Ver o Lula e o PT dando adeus à Presidência. Ou seja, passando a faixa. Ou ainda: escafedendo-se dali.

- Ver um certo time na segunda divisão.

- Assistir muita coisa do cinema menos comercial. (Isso mesmo, todo cinema é comercial. O “probrema” é que há graus de “comercialidade”… Um Spielberg faz um cinema [...]

Receitas para afastar o tédio (Testadas e aprovadas)

* Imagine-se uma bexiga murcha. Neste caso, a bexiga é uma representação arquetípica do seu ego mirrado, para baixo, down in the dumps…

Imagine que agora você começa a se encher de ar (esperança, sonhos, quimeras, utopias, gases, qualquer coisa!).

Agora, por nada neste mundo pense num alfinete! Tal pensamento pode gerar um atrito conceitual-imagístico que teria [...]

Apenas o burburinho*

 
        (*Inspirado no título da música Desolation Row, de Bob Dylan)
           
   No mais recôndito de si, ela não queria (não podia) crer que sua amada mãe se fora, que a idéia de que o “nunca mais” havia finalmente chegado. De que o vínculo com a pessoa mais querida e com o último resquício de seu passado primordial havia se rompido [...]

Houve um tempo em que…

   … o  ”tempo” se “arrastava”, no bom sentido. A gente “via” as coisas. “Sentia” cada momento. O transcorrer dos dias. Dos meses e anos. Possuíamos a dimensão exata do que nos rodeava, do que nos “atingia”. Os diálogos se estendiam de forma calorosa. Não havia, tão disseminada, a superficialidade nos gestos, relacionamentos, modos, afetos e tratamentos [...]

Um doce fazer "nada".

 A partir de amanhã, estarei num dolce far niente. Em outras palavras: descanso total de aulas, provas, correção de tarefas. Bem entendido, pois: descanso não para os neurônios. Tenho uma lista de filmes acumulados para assistir, alguns livros e, claro, uma viagem à praia como projeto. Mas, sobretudo, é hora de me desvencilhar de hábitos arraigados, de [...]