* Imagine-se uma bexiga murcha. Neste caso, a bexiga é uma representação arquetípica do seu ego mirrado, para baixo, down in the dumps…
Imagine que agora você começa a se encher de ar (esperança, sonhos, quimeras, utopias, gases, qualquer coisa!).
Agora, por nada neste mundo pense num alfinete! Tal pensamento pode gerar um atrito conceitual-imagístico que teria efeitos deletérios no seu processo de mandar às favas o tédio.
* Olhe ao redor. Veja bem. Está vendo aquela minúscula mosca que passou? Ela poderia estar pousada, pensando na morte da libélula. Mas, todavia, no entanto, contudo: ela se move! E sai, toda pimpona, a voar. Compare-se com ela! Você aí, grudado (a) no sofá, na tela do computador. Pense que amanhã, ou daqui a alguns dias, ela, a mosca, não existirá mais na face da terra. Pelo menos ela terá realizado seu papel de mosca! Quanto a você, nenhuma lembrança de sua existência, nenhuma ação grandiosa, nenhum projeto realizado. Nada! É isso que você quer?
* Olhe no espelho. Diga com a pior careta que você saiba fazer, daquelas que a gente usava na infância: buááááááá…ohriquidibumbeláláláláastrominduuuuuu!!!!!!
Neste instante, você se sentirá o supra-sumo do ridículo. Esse senso do ridículo exacerbado o (a) fará rir. Rindo, foi-se, por um curto tempo, seu tédio.
* Fale sozinho (a). Olhe a parede mais próxima e diga olhando nos olhos dela (sim, determinar os olhos – e outras partes da fisionomia – da parede é uma obrigação sua): Escuta, você tá sozinha, gata (o)?
No momento você irá se sentir no hospício. Mas vai por mim: isso passa e em pouco tempo você irá ter grandes progressos. Mas cuidado para não atingir as vias de fato.
* Veja uma formiga. Procure! Dê um jeito. Mire-se no exemplo dela: laboriosa, não pára um minuto, sempre às pressas para lá e para cá. Que vergonha ao vê-la parar um instante só para observar tua atitude lamentável de ser humano racional superior todo (a) jururu! Quanta raiva misturada com pena ela deve ter de você. Acabrunhado (a), entediado (a), de saco cheio de tudo, você é observado (a) por uma reles formiga que não tem tempo a desperdiçar e jamais terá para tais acessos de tédio-frescura-covardia-fraqueza! Afinal, ela tem mais o que fazer.
Mas se for uma saúva, cuidado! Ela vai querer te dar uma lição…
Seu tédio, agora, é apenas uma lembrança muito débil… Ou talvez tenha aumentado a níveis estratosféricos!
Em todo caso, não precisa me agradecer.
______________
Cara, esse seu texto bateria qualquer livro de auto-ajuda! É muito bom, rsrsrs. Fiquei sabendo de gente que leu esse seu texto e saiu soltando puns por aí (afinal, encheram-se de gases), piadinha cretina, essa minha, rsrs.