À Rosa Kapila

  ESTE É O (cliquem aqui!)BLOG da escritora Rosa Kapila. Nos anos de 1998 e 1999, ela ministrou, na Fundação Cultural Cassiano Ricardo de São José dos Campos, uma oficina literária que deixou saudades. Nas tardes de sábado e manhãs de domingo, reuníamo-nos para discutir textos de Poe, Cortázar, Machado, Borges, entre outros mestres. E víamos também filmes que beberam na fonte da literatura. O Blow Up, do Antonioni, por exemplo, sobre o qual comentei ligeiramente aí embaixo, eu assisti pela primeira vez ali, naquela oficina. E, coisa estranha (Rosa não me deixa mentir!): era eu o “leitor oficial”, a “voz padrão” daqueles encontros. “Do alto da minha timidez”, eu encarava todos aqueles textos, exibido como sempre fui… (Sou ainda? E quem não é?). Agora sério: sempre tive prazer em ler em voz alta para um grande número de pessoas. Modular a voz, “interpretar” usando apenas as cordas vocais… Algo paradoxal num tímido! (Mas até que minha timidez diminuiu sobremaneira depois que comecei a dar aulas).

  Obrigado por me aturar, Rosa! E principalmente obrigado, ainda que tardiamente, por ter-nos passado tanta coisa interessante, útil e valiosa. 

  Bons momentos são para ser recordados. Aqueles saraus em que discutíamos criação de personagens, enredos, teorias literárias e muito mais ficarão para sempre conosco. Alguns daquela turma tiveram sorte (como me contaram), como o Paulo Cursino, que virou roteirista da Globo. Outros viraram professores de inglês, como este que escreve (risos sarcásticos). Mas que para sempre levará o vírus da escrita, um impulso forte e do qual jamais quero me livrar!

  Uma homenagem, ainda que tardia.

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Ao som de Bob Dylan, Blowin’ in the wind

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