Um texto não recomendado aos suicidas em potencial, baseado no clássico de Bob Dylan, "Like a rolling stone"

    Cheios de expectativas grandiosas, lançados no mundo de pés descalços e corações disparados ante o espanto que é o viver, vamos nos entretendo com migalhas, vamos nos resignando com restos, nós, outrora senhores de nós mesmos, um dia – distante! – tão seguros e certos e convictos de nosso suposto grandessíssimo destino, de nossos feitos-a-serem-feitos, de nossa grandiosidade utopicamente adiada.

    E assim, desse modo, acabamos nos traindo, nos tornando pedregulhos, faíscas e partículas da montanha inexpugnável que um dia tão ingenuamente imaginamos ter sido. Viramos peças de uma imensa engrenagem.

    Havia sido tudo ilusão:

    Somos – sempre seremos! – pedregulhos rolantes aos caprichos das intempéries da existência, outrora Vida: esse insignificantemente breve piscar-de-olhos da eternidade.

 

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Ao som, claro, de Bob Dylan, Like A Rolling Stone

6 thoughts on “Um texto não recomendado aos suicidas em potencial, baseado no clássico de Bob Dylan, "Like a rolling stone"

  1. Caramba, como essa internet é pequena… Estava aqui vagando e procurando um texto sobre suicidas potenciais e olha quem eu encontro!!!
    Assim no mais acaso da vida!!!

    Eu sei que vc não quer falar comigo. Só não entendo o motivo.
    Vc simpesmente, um belo dia, tirou a conclusão de que eu estava te tratando como se fosse um incomodo e sumiu…
    Que pena, sinto tanto sua falta, acho que poucos sabem apreciar a dor (em todos os sintidos) como nós.

    Sinto saudades, Eli.

    Aninha

    Muitos beijos.

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