Michael Jackson

“Thriller”, “Beat It” e “Billie Jean”: eu era pequeno para poder entender a importância de tudo aquilo. Demorei pra sacar a coisa. Aqueles videoclipes hipnotizantes em nada lembram o cara que ontem faleceu. Na verdade, há muito Michael Jackson, o artista, já não existia. Depois do álbum “Bad”, de 1987, nada mais ele criou à altura. Daí em diante, foi apenas um espectro do que fora. O resto foi um longo processo de queda.
Os talentos gigantescos cobram um preço não menos gigante. Aí entra o aspecto humano. Só os muito bons mesmo conseguem se manter criativos.

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