Pronto, vulgarizaram tudo.

O Twitter está na boca do povo. O que era algo diferenciado se tornou a regra. Hoje, tem todo tipo de gente por lá, usando aquilo para os fins mais diversos. Não, isso, dependendo do ângulo pelo qual se analise, não é ruim, eu sei. O diabo é que tudo que se difunde aos quatro cantos do mundo, como uma febre, e é adotado de forma acrítica, me causa uma imensa antipatia.  Estou enjoando daquilo. Para mim, perde a graça na proporção exata da enxurrada de usuários que a cada dia entram para a mais nova colônia tupiniquim no mundo da Grande Teia. Assim como o Orkut, logo logo o Twitter irá se tornar uma ferramenta majoritariamente usada por brasileiros. E em breve, em vez de encontrar seu vizinho pessoalmente, você vai se deparar com ele entre um twit e outro.

João, manda um abraço pra Maria! @joaodasilva

Pedro! quanto tempo! ontem te vi lavando o carro. Parabéns pelo carango importado! @pedrosouza

E assim vai…

E entre um twit aqui, outro acolá, vamos, no fim de tudo,  nos comunicar até o máximo de 140 caracteres…

Claro, hoje tudo se massifica, diriam alguns. Tudo, nestes tempos céleres, tem o potencial de se tornar conhecido pelo mundo afora dentro de pouco tempo. É algo inerente a esses dias de comunicação instantânea e ampliação do acesso ao mundo digital. E também por causa da necessidade de pertencimento a uma realidade maior que os seres humanos têm. Leia-se: o velho e outrora eficaz mecanismo de adaptação, o famigerado espírito de manada na sua forma mais escancarada.

Por um lado, para algumas coisas, repito, sabe-se até que pode ser bom. Em outras, nem tanto. Ou nada. Para mim, desviar da direção da manada é sempre um imenso prazer. Sobretudo quando se vulgariza e massifica algo de cuja utilidade a maioria não sabe desfrutar.

Nossa, esse último parágrafo extrapolou o limite de 140 caracteres, droga…

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