Do porquê deste blog insistente.
Pra quê mantenho este blog? Será que penso que alguém o lê?
A resposta para a primeira pergunta: escrevo aqui como uma forma de manter uma janela para o mundo. Uma forma de fixar alguma coisa que passa pelas minhas retinas. Um testemunho, mesmo que ligeiro, de coisas que, ainda que pareçam por demais insignificantes aos outros, a mim não o são, visto que as coloco aqui. Uma resposta circular, como se pode ver. Cretina, talvez. Mas de uma cretinice menos deletéria do que as que vemos por aí.
Bem… quanto à segunda pergunta: sim, este blog é lido. Sei que há pessoas que acompanham o que escrevo mas preferem não se manifestar, seja quais forem seus motivos. E outra: vendo os acessos diários, percebo que muita gente vem parar aqui, na sua grande maioria, graças a alguns textos que escrevi sobre filmes. Nota importante: não são críticas, ou resenhas críticas. Trata-se tão-somente de minha opinião, a opinião de um cara que não acredita que para emitir um ponto de vista sobre uma dada arte, sobre um filme, no caso (poderia ser um livro, um quadro, um poema, o que for), seja necessário mostrar credenciais intelectuais. Mas que escreva com a sinceridade, com a franqueza, guiado pela razão e também, por que não, pela emoção. Aquela emoção que nasce da identificação com uma dada obra de arte. Fazendo a devida ressalva, obviamente: aquilo que escrever deve ter um fundamento, um argumento, motivações que respeitem a inteligência daquele que o lê. Coisa que a quase dúzia de textos abordando filmes que aqui escrevi parecem ter, visto que já recebi elogios, muitos, de leitores. O que já diz tudo.
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Ao som de John Coltrane, Naima
isso aí me lembrou uma citação:
“j’aime l’émotion qui corrige la règle.”
Muitíssimo a propósito a citação.
Adoro seu blog! Poucas pessoas tem a seriedade e a honestidade intelectual para serem profundos e você é uma dessas exceções. Por favor, não pare com o blog, saiba que ainda tem pessoas insistentes como você que se interessam por arte, num mundo cada vez mais degenerado, banalizado e insensível.
Olá, Guilherme.
Confesso que fiquei muito contente e lisonjeado com sua mensagem. Resolvi colocar no ar de novo este blog há poucos dias e qual não foi minha surpresa ao encontrar o que você escreveu.
Tenho certeza que você é alguém dotado de sensibilidade e inteligência para procurar as coisas que realmente acrescentam um pouco neste mundo “cada vez mais degenerado”,como você tão bem disse.
Valeu pelo feedback, pela atenção e pelas palavras.
Um grande abraço.
E l i e n a i