In Bach I trust

Que música é essa que me entra pelos poros, invade minha corrente sanguínea e chega ao meu cérebro com a potência de mil megatons, onde minhas pobres células cerebrais, indefesas, apenas vêem tudo ali se transformar? Que música é essa que me leva a sonhar acordado, a ver o que não pode ser visto, a [...]

Um mestre inigualável.

Conversando com uma colega ontem, num papo bem informal, ela me disse que cada vez mais se apaixona pelo universo literário de Anton Tchékhov (ou Chekhov). Sim, relendo a noite passada, de forma aleatória, alguns de seus contos que estão reunidos em  O Beijo e Outras Historias (Editora 34) e Um Homem Extraordinário e Outras Histórias [...]

Para dor de cotovelo, de cabeça, depressão, espinha de peixe, bloqueio criativo, epilepsia, azia, gastrite, melancolia, hérnia de disco, sarampo, hemorróidas, sinusite, vazio existencial, dor nas costas, para curar fossa sentimental, enfim, para tudo que você pensar, Stevie Ray Vaughan é tiro e queda.

PRIDE AND JOY, 1982.

Homenagem a um mestre: Tchekhov.

Anton Tchekhov (ou Chekhov), um dos mestres supremos do conto e do teatro (Estou lendo seus contos. Ou melhor, estou os devorando!), em dois vídeos. Há anos o admiro. Nessa minha fase “russa” (Tarkovski, Tolstoi para ler aqui), estou resgatando essa admiração já antiga.
Eis os vídeos:

“Once in a while”, com Dizzy e Milt Jackson.

Ele foi, junto com Armstrong, o mais carismático dos grandes do jazz. O mais funny jazzman que por aqui já passou. Na época do bebop, ao qual a geração beat renderia muitas homenagens, ele era visto como o mais intelectualizado músico de então. Virtuose, polivante, um piadista nato, Dizzy Gillespie, o “Tonto”, as [...]

Nicholas Payton tocando “Bag´s groove”, de Milt Jackson…

… um dos meus standards preferidos. Combina bem com este happy hour…

Uma raridade de ‘Trane!

John Coltrane live

Nove anos sem Stanley Kubrick

 
 Há exatos nove anos (sim, a data não é redonda mas não poderia deixar passar em brancas nuvens tal efeméride) morria o mais “literato” dos diretores de cinema. Nunca houve alguém como ele. Praticamente todos os seus filmes foram adaptações de obras literárias. Seu perfeccionismo virou lenda. Sua versatilidade e ousadia,  sua marca registrada.
 Eis um link para um vídeo do [...]

Stan Getz

We’ll be together again – Stan Getz 1983 -
Você descobre que o mundo tem jeito ao ouvir isso.

Dexter Gordon, o mais carismático de todos os saxofonistas de jazz.

Dexter Gordon, Loose Walk

Thelonious, o enviado de outro planeta.

Thelonious Monk – Epistrophy

The Genius and his band

Thelonious Monk – Evidence – Japan, 1963

Para quem não acredita em perfeição.

Jane Monheit – Some Other Time

Ela não é apenas linda de doer. Ela tem uma voz e uma presença deslumbrantes.
Jane Monheit já está no panteão das grandes cantoras de jazz.
Ah, ela já é casadíssima. Com um músico muito talentoso, dizem.

Um dia triste: morreu Henri Salvador (1917-2008). Sua música traz o pulsar da vida, o movimento das marés e a brisa.

 
Lá se foi um autodidata da música. O incansável e carismático cantor francês Henri Salvador, nascido na Guiana Francesa, de voz sussurrada e cuja música tem cheiro de mar, lembra a brisa e nos transporta a dimensões ternas, morreu ontem aos 90 anos. Amante da Bossa Nova, ele transitou por vários estilos, desde a chanson [...]

Madeleine Peyroux

A primeira vez que a ouvi, há mais de dez anos, na querida Eldorado FM, fiquei estupefato com a semelhança com a Billie.
Com o tempo, deixaram de a comparar com a Lady Day (a maior cantora de jazz de todos os tempos e minha diva eterna). Hoje, ela se firmou como [...]

Dizzy, sempre Dizzy!

      Dizzy Gillespie – A Night in Tunisia. Cannes, 1958

Como forma de compensar os dois ou três leitores (as) pela estultice do post anterior, encerro o dia com o mais extrovertido e inteligente músico de jazz: Dizzy, sempre Dizzy!
Aqui ele toca, muitíssimo bem-acompanhado, seu mais famoso trabalho. E quantas saudades do Jazz Concert, com Carlos Conde, da [...]

Uma diva brasileira do jazz. Eis nossa Diana Krall!

Eliane Elias. Este é seu nome. Paulistana de nascimento, nova-iorquina há mais de vinte anos, pianista de jazz, cantora e compositora. Talentosíssima, linda e uma praticamente desconhecida em seu país de origem. Em tempos de pobreza sonora, saber que temos uma brasileira que há anos faz sucesso lá fora como jazzista, é um prazer [...]

Herbie Hancock e Oscar Peterson num “duelo” ao piano, tocando “Billie´s Bounce”

Num encontro de titãs, Peterson e Hancock “duelam” ao piano sobre o tema “Billie´s Bounce”. O grande vencedor: nós mesmos!

Tributo a OSCAR PETERSON

Oscar Peterson, no início dos anos 60, na Holanda, interpretando GOODBYE. O adeus de (a) um gigante da música.

Uma raridade. O famoso Oscar Peterson Trio, com Peterson ao piano, Ray Brown ao baixo e Ed Thigpen à bateria. A sensibilidade e maestria de um artista na mais pura acepção do termo.

Oscar Peterson, virtuose do piano jazzístico, foi convidado para a jam session dos gigantes.

 
Outro artista do jazz foi chamado pelos deuses para tocar na jam session eterna. Cada vez mais os grandes nomes desse estilo musical nos deixam, nos empobrecem um pouco mais. Desta vez, foi o genial e carismático pianista e compositor canadense Oscar Peterson, 82 anos.

Virtuose, mago do improviso, eclético até a alma, a velocidade com que ele tocava os [...]

Morre um gigante do jazz

 
 Morreu hoje, aos 83 anos, o lendário baterista de jazz Max Roach. Sua importância no jazz equivale aos grandes: Miles, Coltrane, Dizzy e tantos outros. Com sua morte, mais um titã do jazz vai para o Olimpo, menos remanescentes há daquela fase áurea do ritmo de New Orleans, hoje patrimônio mundial.
  Abaixo, o início de um texto [...]

30 anos hoje sem o fabuloso "jeca" de East Tupelo, Mississippi, que soube como ninguém captar o "zeitgeist", o espírito de um tempo… por um bom tempo.

 
Sabem, ele foi meu primeiro ídolo quando  já nem mais existia na face da terra. E a gente nunca esquece nosso primeiro ídolo… No dia em que morreu, há exatos trinta anos, eu mal sabia a diferença entre noite e dia… Aos 10 anos, tímido como uma donzela da Idade Média, de maneira surpreendente, eu perdia a [...]

O universo de Anton Tchékhov em apenas um clique.

 
Um dos magos do gênero conto, mestre como o francês Guy de Maupassant e nosso Machado, Anton Pavlovitch Tchékhov, em alfabeto cirílico, “Анто́н Па́влович Че́хов”, que fez muito pelo teatro, era um prolífico autor que nunca, aliás, perdia o controle de sua arte. Viveu no final do século dezenove e morreu há 103 anos. Seus [...]

Tributo a Chet Baker

   Hoje faz 19 anos que Chesney Henry Baker, mais conhecido como Chet Baker, ou apenas Chet, para os “íntimos”, foi encontrado morto numa ruela de Amsterdã, Holanda. Seu corpo despencara de um prédio de hotel. Até hoje, quase duas décadas, ainda é um mistério se ele se jogara ou havia sido jogado. Um mistério, tudo indica, que [...]

Ecce homo?

Para quem assistiu ao filme DIAS DE NIETZSCHE EM TURIM, de Júlio Bressane, as imagens de arquivo do filósofo alemão não serão novidade. Para quem não as conhece, são de causar espanto. Ele morreu em 1900. Naquela época, o cinema tinha apenas 5 anos. Fica a pergunta: seria uma montagem? [...]

Eu trocaria 2007 por 1958. Ou: saudade do que não se viveu.

Miles, o mago, e Coltrane, o feiticeiro, juntos em SO WHAT

Eis um vídeo raríssimo do ano da graça de 1958.  Ano em que o mundo cultural era chacoalhado pelo cinema francês, com “Acossado”, de Godard, pela literatura de Kerouac e Cia, pelos movimentos de contestação, etc (e bota etc nisso!). Obviamente o jazz [...]

E ele morreu aos 34 apenas…

                        
 
Revi hoje “Bird“, a vida de Charlie “Bird” Parker, com a direção de Clint Eastwood, filme de 1988. Juntamente com “Por Volta da Meia-Noite” (1986), cuja cópia de ambos vejo com freqüência, trata-se de uma cinebiografia marcante. A genialidade, a grandeza de Parker, sem esquecer sua personalidade multifacetada, seu envolvimento fatal com as [...]

Chet Baker: notas epifânicas

Gravado em Tóquio, em 1987, um ano antes de sua morte, em 13 de maio de 1988, este vídeo mostra a força lírica e ao mesmo tempo a fragilidade física de um artista que era, então, apenas a sombra do que foi. Derrotado pelas drogas, sobretudo pela heroína, Chet Baker teve uma vida [...]

A arte de John Coltrane e uma reflexão acerca da estultice louçã

 
Ouvir John Coltrane é renovar continuamente nossos conceitos do que é sonoridade inventiva. É se deparar com uma riqueza musical altamente criativa e genial. Você percebe as nuances, as fugas do lugar-comum, a mente privilegiada de um artista em forma musical, borbulhando, at work. Houvesse uma escala literária para julgar outras artes, Coltrane sem dúvida estaria [...]